Encontram-se em fase de conclusão os trabalhos de reparação no Canal de Azambuja, na sequência do aparecimento de um rombo no dique marginal e danificação de uma porta de água. A respetiva reparação tornou-se necessária face ao risco eminente de um pequeno aumento de caudal do Rio Maior, associado às marés que atingem o local, poder provocar a inundação de centenas de hectares da lezíria ribatejana com prejuízos graves para a agricultura.
As obras levadas a cabo consistem em:
- Reparação dos muros que constituem a comporta da porta de água;
- Reparação do rombo através de aterro com terras de empréstimo para reconstrução do núcleo do dique marginal;
- Proteção do talude do valado em contacto com a água através de um revestimento em enrocamento de pedra suportado na base por uma fiada interligada de estacas de pinho verde.
Refira-se que o Canal de Azambuja, também conhecido por Vala Real, é de grande importância, sendo a principal linha de drenagem da margem direita do Rio Tejo por onde escoa uma parte significativa dos caudais de cheia após ultrapassar o dique descarregador das Ómnias, junto a Santarém.
O Canal, bem toda uma rede afluente de valas, formam um sistema hidráulico integrado desenvolvido na época pombalina para promover a navegação, a drenagem e a rega dos campos da Azambuja habitualmente inundáveis pelas cheias do Tejo.