Acordo de Copenhaga

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A Conferência de Copenhaga constituiu-se como mais um marco nas negociações internacionais sobre clima. Transformou-se mesmo numa "Cimeira" de chefes de estado e de governo - uma das maiores na história da ONU. Foi palco de emoções fortes e mesmo drama diplomático.

As expectativas eram particularmente altas, tendo em conta o facto de vários países chave estarem ainda a dar os primeiros passos em termos de estratégias e planos nacionais sobre alterações climáticas - como o caso da China e o Brasil e os Estados Unidos. Por essa razão, o grau de compromisso que esses países podiam, realisticamente, assumir em Copenhaga era limitado. Com efeito, entre as grandes potências, apenas a União Europeia tem consolidado um ambicioso quadro político e legal nesta matéria.

Não surpreende por isso, em retrospectiva, que os resultados da Cimeira de Copenhaga tenham ficado aquém das expectativas, desde logo porque não foi possível adoptar um acordo jurídico internacional para o período pós-2012. Esse desapontamento, frustraçao mesmo, encontrou eco nos líderes europeus, empenhados que estavam em sair de Copenhaga com resultados mais robustos do que os verificados.

Ainda assim, Copenhaga representou um ponto de viragem na diplomacia internacional de clima, porquanto foi possível aos líderes mundiais acordar um texto político - O Acordo de Copenhaga - que vem balizar a resposta global ao desafio da mudança do clima. Para mais, o Acordo de Copenhaga inclui, pela primeira vez, propostas de compromissos de limitação ou redução de emissões para um número significativo de países, e para TODAS as principais economias, que representam mais de 80% das emissões globais de gases com efeito de estufa.