Partículas em Suspensão

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As partículas inaláveis constituem um dos poluentes atmosféricos mais graves em termos de saúde pública. A Directiva 2008/50/CE, de 21 de Maio, transposta para o direito interno pelo Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de Setembro, estabelece o valor limite das suas concentrações no ar ambiente, e ainda, define as regras de gestão da qualidade do ar que lhe são aplicáveis. As concentrações médias diárias de partículas inaláveis (PM10 – partículas com diâmetro inferior a 10 μm) podem ser influenciadas por fenómenos naturais, tais como o transporte de longa distância de ar proveniente de regiões áridas (que transporta poeiras em suspensão), erupções vulcânicas, fogos florestais e sismos.

A identificação e avaliação de fenómenos naturais com influência nos níveis de qualidade do ar, assume particular importância para Portugal, tendo sido desenvolvida uma metodologia ibérica para desconto do contributo do transporte de poeiras dos desertos africanos nas concentrações de partículas para efeitos de avaliação do cumprimento dos valores limite de PM10 (valor médio diário de 50 μg/m3, a não exceder em mais do que 35 dias num ano, e valor da média anual de 40 μg/m3).

O Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de Setembro, introduziu objectivos de qualidade do ar para as PM2,5, cuja concentração média anual não deverá ultrapassar o valor limite 25 μg/m3 a partir de Janeiro de 2015, valor que é considerado como valor alvo a atingir a partir de 1 de Janeiro de 2010.

Uma vez que não foi possível definir um limiar abaixo do qual as PM2,5 não constituem problemas para a saúde humana, a legislação contemplou também o objectivo de alcançar a redução contínua das concentrações urbanas de fundo, estabelecendo objectivos adicionais de exposição da população para as PM2,5 baseados no cálculo de um indicador de exposição média (IEM).

O IEM corresponde à concentração média anual de três anos consecutivos, determinada em relação a todas as estações urbanas de fundo numa rede de amostragem estabelecida para esse efeito. Assim, a partir de Janeiro de 2015 a concentração média anual de PM2,5 dos três últimos anos consecutivos (IEM de 2013, 2014 e 2015) não deverá exceder o valor limite de 20 μg/m3.

A APA, IP, em parceria com a FCT-UNL, elabora um relatório anual de identificação de eventos naturais e desconto da sua contribuição nas concentrações das particulas PM10.

Documentos:

Relatório de Identificação de eventos Naturais em 2017

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2016 

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2015

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2014

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2013

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2012

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2011

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2010

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2009

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2008

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2007

Relatório de Identificação de Eventos Naturais em 2006